sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nem sequer uma palavra de carinho ou elogio recebeu...





Eu conheço uma pessoa que jamais teve um namorado de fato.
Em sua primeira série na Escola, ela se apaixonou por um menino dos "cabelos de seda".
Ele também se apaixonou por ela.
Cresceram juntos com a “promessa de um amor”.
O primeiro beijo foi numa festa Junina da Escola em que estudavam.
Ele dava centenas de voltas com sua bicicleta em frente à casa dela, para vê-la de longe; e para que ela o visse também. ( Ele não poderia descer, porque os pais dela não a deixariam namorá-lo.).
A menina mudou de cidade...
Eles se separaram. (Não no coração.)
Ela teve alguns “graves” problemas em seu lar.
Precipitou-se em “casar” para ter “paz”.
Não casou com o “menino”.
Ele ainda não estava preparado. ( Nem ela!)
Havia um rapaz que estava disposto a cuidar dela e dizia amá-la por dois. (Não a cobrava amor, já que isto ela guardava para o “menino de cabelos de seda’.)
Não aguentando mais sofrer em seu lar de solteira, ela desejou ser “cuidada”.
Casou-se sem se casar.
Enterrou a “noiva” que tanto desejava subir ao altar...
Quando desejou recuar, era tarde demais...
Conformou-se com seu “destino”. ( Ela ainda não sabia que ele nada mais era que a somatória das escolhas que fazemos na vida.).


Ela escolheu se enterrar viva. Anulou-se como mulher...
Congelou-se como a menina que desejava um dia ser namorada, noiva e esposa amada.
Ainda que sem se entregar, apenas deixando-se “usar”, teve filhos maravilhosos.
Eles se tornaram a razão do seu viver.
De dia ela era muito feliz. Como mãe, como professora, como amiga, como filha do Pai Celeste , que ela conheceu logo após ter enterrado a “noiva”. (Mas, nunca falou com o Pai sobre isso, porque de si mesma queria esconder...).
Na aurora do dia, alegre na “esperança da felicidade”, na esperança de um milagre que ela não buscava, apenas aguardava “acomodada”. (Milagres não caem do céu sem que na Terra, alguém, de alguma forma, lute por eles! Ela ainda não sabia disto...).
Todavia, quando o pôr do Sol apontava no céu, ele anunciava-lhe a “demora” desse “Milagre”.


Todos os pores de sol eram banhados de uma dor camuflada, escondida, sufocada.
Até que um dia, o menino de cabelos de seda partiu desse mundo. (Ela esperava entregar-lhe seu coração de menina que poderia um dia ser namorada, noiva, esposa amada!).
Ele morreu. E agora José?
O que fazer com os sonhos sufocados?
O que fazer com a noiva enterrada?
Ela não sabia.
Ela não sabia o que fazer!
Mas, quando viu José adormecido num caixão, ela levantou do seu túmulo e desejou viver.
Só não sabia como! Estava ainda atada pela morte opcional, na qual por longos anos viveu.
Estava perdida no mar da vida.
Sem saber como remar, como se livrar das fortes ondas do mar...


E pela primeira vez, clamou pelo SEU MILAGRE.
Ela sempre esperou por ele, mas nunca clamou por ele.
E ainda que inconsciente, ela o “buscou” no meio do mar...
Ele veio em questão de minutos.
Foi a mais rápida resposta de oração já vista!
“Deus! Envia-me alguém que seja “Melhor Presente””! ( Ela não pensou em ninguém em especial, homem ou mulher não faria diferença, mas teria que vir do céu, do coração do DEUS DA VARANDA!)
Assim que do chão se levantou, ( estava de joelhos), um NAVEGADOR disse-lhe:
Posso lhe dar uns conselhos?
Ela já estava cansada de remar, mas por educação deixou-lhe falar...
Foi quando percebeu que ele era o “Presente de DEUS”!
Sem vistas o viu.
O Amado Amigo recebeu.
A ele desnudou sua alma, como nem ao SENHOR havia feito.
Ele não a criticou.
Nas suas mazelas ele a admirou.
A “Melhor Pessoa do mundo conheci”, dizia o NAVEGADOR.
E eles se tornavam a cada dia mais unidos.
Era como se eles não estivessem se conhecendo, mas se RECONHECENDO.
Eles eram tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo, mas o amor que os unia os tornava UM a cada dia, mais e mais...
Eles se abraçavam sem braços.
Viam-se sem olhos.
Seus corações ardiam...
O MELHOR PRESENTE dizia ter encontrado seu SONHO BOM.


E o amor que os unia, era tão puro que de outro mundo parecia!
Eles caminhavam juntos num mundo em que ninguém , além deles, poderia entrar.
Até que um dia, Deus fez com que os dois se unissem em todos os mundos. Todos!
E o amor puro, continuou puro, revelando que do céu , de fato, veio.
O fogo da paixão queimava além dos seus corações...Queimava seu corpos também! Todavia, eles se guardaram pra serem um do outro em santidade, provando, ambos, que se amavam de verdade, com um amor que não era só para a carne, mas para Eternidade.
No entanto, todos os tesouros serão submetidos à provas , porque nada que realmente tenha valor, nos vem fácil. E o amor do Navegador, deu lugar ao medo... Ele foi covarde...
A noiva ressuscitada, foi no altar abandonada...
No abismo de dor foi lançada.
Estava morrendo quando um “falso amor” lhe estendeu a mão.
Ela quis sair do abismo.
Confiou nele.
Confiou de todo coração. (Confiou de todo coração em pedaços.).
Ele não teve motivos para medos e covardia como o “ Navegador” teve, embora não justifique...
Esse falsário, não foi covarde pelas circunstâncias, mas por frieza e desamor que jamais poderia imaginar existir.
Puxou a “noiva” do abismo para lançá-la sem dó nem piedade ao mais fundo... E ainda se achando o “dono da verdade”.
Esse falsário é tão desprezível que cita-lo é horrível!
Porém, sua existência “desgraçada” serviu para ensinar a “menina” “três grandes verdades” que ela precisava para, um dia, ser livre da dor:
1- Seu MELHOR PRESENTE , ainda que covarde, a amou de verdade. E sua falta de adeus foi, na realidade, excesso de amor. (Quem ama não consegue dizer “adeus”...).
2- As pessoas podem sim, fingir o amor e mentir como se sua mentira fosse sua maior verdade. O falsário mostrou a “menina” que há de fato a MALDADE!
3- O falsário a fez perceber que ela seria capaz de amar novamente, ainda que com um “amor diferente” e que talvez, ainda existisse para ela um “príncipe Miguel” vindo do céu...
Foi nesse contexto que lhe apareceu o “Príncipe cabeção”.
Ele estava trazendo de volta a visão do amor que falsário roubou.
Chegou a dizer a ela que parecia estar sonhando ao seu lado... E ela lhe respondia que aquele era um “SONHO DE DEUS”. (Estranhamente, ela se sentia ao lado do seu “primeiro amor”...).
Todavia, o relógio bateu meia noite...
O sonho acabou.
O “Príncipe Cabeção” pareceu “desencantado” e mais uma vez a “menina” sofreu a dor de um “castelo desmoronado”.
No entanto, esse “castelo” não era mais um mero sonho que com um “Melhor Presente” poderia ser reconstruído, era a fundação de todos os sonhos que pela vida inteira ela acolheu em seu peito e por eles viveu...
Dessa vez, a “destruição” foi na base da construção.
E sem escolhas, ou ela recomeçava sem “a firmeza” dos sonhos, apenas com os resquícios da fé, ou novamente se enterrava com sonhos sem esperanças...
Ela escolheu dar uma chance ao “Príncipe arrependido”, que lhe pediu a oportunidade de se revelar como aquele digno de possuir seu coração, pois com toda certeza, ela é para vida dele, O MELHOR DE DEUS!
Contudo, sua pureza, nobreza, e valor ele não enxergava...
Via como imaturidade a sua preciosidade.
E acabou a fazendo enxergar-se como aquela que morreria a espera da “felicidade”.
Foi, então, que no dia 20 de Abril de 2011 ela resolveu abrir mão do seu maior sonho, aceitando o título de "ridícula" pela pureza sem medida...

Todavia, ela acreditou que no meio da “realidade” do “leão” os seus sonhos, seriam reencontrados... Ou ao menos, que pudesse vislumbrá-los num futuro com o “Leão”, pelo “derramar” de seu coração... ( Coração já tão ferido, mas disposto a novos riscos pela fé de criança inocente que havia nesse coração menino, porém valente...)
Mas, nem um indício de esperança se mostrou...
Nem sequer uma palavra de elogio ou de amor...
Apenas calor.
“Nadou , nadou e morreu na praia?”
Não. Não foi na praia. Foi em Itanhandú.
Por que então continuar?
Porque ela ainda enxerga com os olhos de Poesia a “esperança” que lhe foi negada nesse dia... E ainda crê que atrás dos “montes da realidade”, pode haver a “Felicidade”...
Pois, quem sabe um dia, seu “Príncipe Cabeção” não a enxergue com amor e na hora da “entrega dos seus sonhos”, ele não realize ao menos alguns, tão pequeninos, como por exemplo, fazê-la se sentir amada, linda e desejada... ( Para não precisar sentir-se tão infeliz, tão frustrada...)
Ser amada!!! Será que isso é desejo de “conto de fadas”?
O coração que pela vida toda foi "guardado" em fidelidade foi entregue pra ser amado... Pra ser amado pelo “Príncipe Cabeção”...
Ela quis ser feliz... Ser amada...
Quem sabe um dia... Pois a “esperança” foi negada, ferida, frustrada... Mas, não foi morta, ainda...
Ainda vejo o "Príncipe q se escondeu", com os olhos do meu coração...
Coração com tanta dor, mas cheio de amor...

SERENDIPITY

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