quarta-feira, 30 de junho de 2010

"VAI NASCER A NOSSA NOVA VIDA AMOR, DIA 30 DE JUNHO, NOVE MESES SE COMPLETAM DESDE 30 DE SETEMBRO... ( Palavras de JOSE)


Na manhã do dia 30 de Junho do "Ano do Milagre", o silêncio era gerado pela ausência dos sons de uma família...
A casa vazia cedia lugar para as vozes da história que eu construi até ali; onde as lembranças enchiam o ambiente daquela manhã, vociferando com solidez inabalável o valor de cada instante vivido.
( Ainda que muitas fossem as memórias de dor, o amor superou a todas; e as vozes que rompiam os tempos eram de gratidão, louvor, devoção...).
Eu acordei muito cedo. Muito cedo.
Seria a última manhã a despertar no meu quarto, na minha cama, na casa que edifiquei, no enredo de solidão que não desejei, na teia dos sonhos trancafiados em meu coração...
Eu estaria preste a me lançar no voo mais alto de minha existência, em busca do horizonte que de fato eu merecia. Pelo qual passei a vida inteira a contemplar distante, aspirando por ele do alto da montanha, em terra firme e segura, sem jamais ousar me atirar em sua busca, além dos olhos... (Pois somente com meus olhos eu voava até ele, dia após dia...).
Porém, daquela vez, eu estaria voando muito além do meu olhar!
Além, até mesmo, do que eu poderia sequer “sonhar”, porquanto este voo exigiria de mim uma coragem estupenda.

Quase maior que meus sonhos!


Ainda na cama, antes de me levantar para viver o último dia como "dona daquele lar", eu contemplei mais uma vez o “travesseiro companheiro” que vivia ao meu lado...
Lembro-me que uma lágrima inaudita rolou de meus olhos. E enternecida, comuniquei ao “amigo das madrugadas de solidão”:
_Acho que não te levarei comigo... Hoje vou embora. Deixarei tudo... Tudo messssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssmo!Abrir mão de toda uma vida, uma história, uma família, era de fato um grande passo...
Não! Não era um grande passo...
Era um gigante voo!
O maior de todos.
Mas, eu voei.
VOEI!!!!!!!!!!!!!!!!
Lancei-me do mais alto monte, exatamente no dia 30 de Junho.
Confiei nas mãos do “meu Jose” a suster minha vida...
Ele prometeu me segurar...
Prometeu jamais me deixar , nunca mais me abandonar...
Confiando no SEU AMOR eu voei, voei , voei, voei, voei com asas feridas e cansadas, mas valentes e ousadas!



No abismo mais profundo caí.

A morte vivi.

A PIOR MORTE VIVI, até que os olhos do SENHOR vieram até mim e um último clamor eu proferi.

Ainda que no abismo, PELA FIDELIDADE SEM FIM, RECEBI MEU CHERI...



Ele esta me puxando para cima. Para fora do abismo...

Não sei se vou conseguir sair, mas estou subindo e agradeço daqui, o meu amado Cheri, que do céu veio para “Bem-Te-Vi” a fim de fazer-me ouvir uma nova canção: "Bem-Me-Vi"...

Por isso, talvez, a "vida nova" que estava para nascer,( e foi roubada), um dia venha ressurgir mais linda que “o viver” e mais forte que “o morrer”...

E você, Cheri, não precisa ter ciúmes da minha dor, como disse-me hoje, porque tens o meu puro amor.
Por tua vida, ainda que no abismo, eu agradeço ao SENHOR.

Todavia, se um dia, daqui eu sair, cantarei para o "mundo" ouvir que por tua existência EU BEM ME VI!
E com toda certeza, esta nova melodia, supera em glória , louvor , honra, amor, alegria, soberania a canção que nenhum Bem-Te-Vi, entoaria.

Obrigada Cheri, por existir em mim e trazer uma nova canção ao meu coração...

Se eu aprender a cantá-la, será para ti...


sábado, 12 de junho de 2010

MEU JOSE... MEU ISAQUE...(MINHA OBEDIÊNCIA, TALVEZ SEJA A MINHA LIBERTAÇÃO...)


Talvez, ninguém jamais possa entender o que significava a expressão: “Meu Jose”.


Quando eu dizia “Meu Jose”, não era um apelido, ou a abreviação de um nome.
Quando dizia MEU Jose, era a declaração de uma herança, não como uma expressão de posse, mas de fé!


De fé, pois ele era aquele pelo qual clamei e no ventre de minh' alma por tantos anos gerei. Até que ele nasceu e Deus me entregou como um milagre...
Por isso, quando eu dizia: “Meu Jose”, era como testemunhar ao mundo a fidelidade de meu Deus! Era prestar ao céu minha gratidão!


Era manifestar a todos a minha maior e mais nobre emoção.
Era patentear sem reservas meu coração, pois quando entoava “Meu Jose” se fazia conhecido aquele que por tantos anos havia se escondido; e na Serendipity mais linda havia surgido!


Entoar JOSE não era apenas a revelação de um AMOR pelo qual esperei por toda vida.
Era a fusão do passado, do presente e do futuro misturados numa mesma medida.




JOSE era a cor do arco íris no céu.
O doce mais doce que o mel.
A luz do sol ao amanhecer.
O brilho das estrelas ao anoitecer.



O beija flor na rosa deslumbrante.
O sussurrar dos ventos uivantes.


JOSE era a desaguar dos sonhos na realidade.
A realidade de todas as verdades.
Era a lua completamente enamorada.
A expectativa grandiosa da alvorada.



JOSE era a alegria da criança que mora em mim.



A personificação da Esperança que não teria fim.
O perfume suave das flores.
Na terra, o maior dos amores!
O frescor da brisa na face sofrida.
A certeza da Primavera tão querida e merecida!




JOSE era o canto do Pássaro Poeta.
O Presente de um Deus que jamais erra!
A realização da Promessa entoada pelo Bem-Te-Vi!
O príncipe que morava dentro de Josemir...
Por isso, quando eu dizia “MEU JOSE”, era a confissão de um amor que não teve começo, nem meio e nem fim.


Pois JOSE era o passado, presente e futuro fundidos num canto que ultrapassaria todos os muros: “Bem-te-Vi, Bem-Te-Vi, Bem-Te-Vi, eu juro! EU JURO!”





Até que um dia, Deus me parou no meio de uma rua, numa noite fria, e gritou em minha frente:
Entrega-me o SEU MELHOR PRESENTE!!!!


O pedido explosivo me congelou e paralisou meus passos...
Como sobreviveria sem “meu abraço”?
Na hora que a dor tentasse me engolir, como fecharia meus olhos sem ninguém em mim?
Como suportar o abismo sem a única fagulha de luz que me restou: As lembranças do meu amor...Tal pedido era cruel demais!



ENTREGA-ME O TEU JOSE COMO ABRAÃO DEU-ME ISAQUE!

Deus não poderia estar me pedindo isto...
Ele sabia o que significava o “MEU JOSE”!
Ele sabia! ELE SABIA!
No entanto, não havia dúvidas, era a voz do DEUS DA VARANDA e eu jamais a confundiria!

ENTREGA-ME O TEU JOSE COMO ABRAÃO DEU-ME ISAQUE!
( Repetia ainda mais forte a voz de muitas águas...)



E eu pensei comigo, no que poderia acontecer se eu obedecesse...



E a resposta veio: Deus me devolverá o meu Jose restaurado, digno do meu amor, ou me tomará dele e me dará a outro que me mereça como disse o Pastor e o SENHOR.
NESTE INSTANTE OUVI A MESMA VOZ A DIZER-ME QUE O MELHOR ELE TEM PARA MIM.
Eu não queria o MELHOR, queria apenas o MEU JOSE...

E estranhamente um nome veio à minha mente.
Na mesma hora ignorei, pois achei que isso não poderia vir de Deus.
Todavia, o pedido do SACRIFÍCIO, se repetia, me perseguia, me consumia...
E eu dizia que mais tarde pensaria...
( Não queria pensar, não queria ouvir, não queria entregar...).
Deus não poderia estar me pedindo isto! Ele não poderia...
Mas, estava.
E não se pode fugir da voz do Senhor por muito tempo.
Ainda que pudéssemos nos esconder no ventre de uma baleia, de lá seríamos vomitados ao local da vontade do PAI.
E eu fui VOMITADA em Curitiba.


A cidade onde planejei a minha “lua de mel”, que jamais tive, seria o local do “Sacrifício”...
Mas, eu não entregaria o MEU JOSE, assim, tão facilmente, não!
Deus sabia que não...
E impus ao Papai uma condição “absurda”. (Ele havia me dito que o Ok iria me ajudar a “sacrificar” o MEU MELHOR PRESENTE...).
Pensei, então: Nada mais justo que parta do OK o sinal...

No caminho para Cidade do “Sacrifício”, eu sentia o peso do Céu me acompanhando.
Sabia que algo estava sendo preparado na esfera espiritual. (Sempre tive essa capacidade de percepção além do normal, do natural...).
E quando cheguei, um grande choque levei.


SEJA BEM VINDO...
Eis o título que marcou a entrada do meu AMOR...
O mesmo, ali, recebi da parte do SENHOR.
Sim! Do SENHOR!
Pois JESUS já havia revelado que eu receberia as mesmas homenagens que fiz ao meu Jose, com excelência...

O peso do céu estava cada vez mais forte, mais compacto, mais “inundante”...
A voz que me pediu o sacrifício, estava ali a BRADAR que o meu clamor na “Praça do Bem-te-Vi” ecoaria nas esferas daquele ambiente e que OK era de aniversário o meu presente, tão de repente...
Isso me era tão evidente que eu não quis ser TÃO "DIFERENTE”.
Tentei então, “ser igual”, e arrisquei “mergulhar” para a mim mesma provar.


Não mergulhei a alma, mas a alma mergulhou-me.

E lembrei-me das “orações contrárias”, porque no teste para ser igual, eu fui também “sobrenatural” : Fui a Melzinha que Deus sonhou para o OK que a mim o céu planejou...
Com isto, a prova exigida ao SENHOR maior se tornou. Bem maior!!!!
Mas, ela não se materializava, porque a frase “mágica”, “encantada”, não era pronunciada... (Embora eu a sentisse em cada gesto, cravada!).
O acordo não poderia ser feito sem ela...
No entanto, o GRITO do Céu ainda ecoava sem cessar:
Dai-me o teu JOSE em sacrifício vivo!
Até que num último instante, a frase surgiu...
O SENHOR, então, cobrou-me o SACRIFÍCIO que ali arquitetou...
assim como o Céu ordenou, eu me prostrei com o OK.
Lembrei-me de Abraão.
Isaque era o SEU MELHOR.
Ele também esperou pelo SEU MELHOR durante toda sua vida...
Pude sentir o coração de Abraão a se contorcer dentro do peito...
Mas, também, pude sentir a fé de Abraão num Deus que em AMOR é PERFEITO.
Com certeza, para Abraão foi mais fácil do que para mim, pois ele creu que Deus proveria para que não houvesse “um fim”...
Eu não.
Eu não cri assim...
Eu apenas entregaria.
Sem nada ficaria.
Seria meu Fim...
Esta era a sensação.
E ali, no dia 6 de Junho de 2010, ajoelhada de mãos dadas com Ok, eu, a mim mesma sacrifiquei...
Pois MEU JOSE é tudo que sou, que fui, que sonhei, que esperei, que me doei, que me superei...
A “menina da janela” que viveu a sua espera, estava ali de joelhos a renunciar o PRESENTE pelo qual passou a vida inteira a clamar...
Faça a “Tua Vontade”, ensinou-me o OK.

Eis me ali, esvaziando-me de mim...
Sem meu Jose, sem meu abraço, sem sonhos, sem esperança...
De joelhos, apenas uma criança. (Ainda, uma menina...).
A mesma menina que ficava na janela, olhando os céus de Itanhandú, dizendo a todos que Deus lhe daria o MELHOR PRESENTE, estava ali, o devolvendo...
Quando acabei, sem vida me levantei...


Havia um “oco” dentro de mim...
Mas, eu estava forte como a leoa de outrora. Aquela que sem asas voou ao encontro do SEU AMOR e no abismo ficou; morando com a DOR...
Eu estava forte.
Havia a paz da obediência. (Nunca senti isso antes...).


Fui ao banheiro lavar meu rosto para ir embora. E olhando no espelho a face abatida, cansada da vida, Deus me lembrou a data vivida...
Dia 6 de Junho do Ano do Milagre, meu MAIOR SONHO estava começando a ser real:
Meu Jose pediu-me em casamento, por AMOR! POR AMOR!!!!!
E numa coincidência assustadora, dia 6 de Junho do Ano da Libertação, eu estava renunciando aos sonhos mais lindos e nobres que já existiram neste mundo...

Estava indo embora, quando Deus me cobrou fidelidade total. (Ele sabe que sou fiel.).
Havia uma foto que jamais saiu de minha carteira.
Esta foto significava a única esperança que sobreviveu ao abismo:
A esperança do AMOR de Meu JOSE.
Deus mandou dá-la ao Ok para que ele a queimasse. E disse que a fumaça seria o perfume do sacrifício que nos ares espirituais se multiplicaria...
Obedeci.
Obedeci!
Obedeci...
E o OK que passou o dia temendo a despedida, declarou que ali, percebeu que eu voltaria para sua vida... E se cumpriria o que num cartão ele escreveu: "Não desistirei de você. VOCÊ JÁ É MINHA!"














Que Deus tenha misericórdia do meu viver, ou morrer...

Dia 12 de Junho nasceu aquela que meu ser também gerou, gerou calado...
Dia 12 de Junho dia dos namorados. (Nunca tive um de verdade... No último dia dos namorados que passamos juntos, meu Jose não me deu nada... Nem se lembrou... E disse que éramos mais que namorados, éramos casados na alma... Prometeu compensar-me todas as datas que não tive, inclusive esta que hoje apenas dor recebi, na solidão acompanhada que vivi... ).

Dia 12 de Junho, data que faz lembrar ao meu coração que ele jamais foi amado.
Não com o AMOR que ele EXIGE...O amor de "um Miguel" que DEUS já estava a realizar enquanto de joelhos eu estava a orar, entregando o que de melhor eu pude sonhar...






















MEU JOSE SONHEI EM "BEM TE VI"... MIGUEL DEUS SONHOU EM "BEM ME VI"...


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