sexta-feira, 7 de maio de 2010

A DOR NÃO É PELO MEDO DA TRAIÇÃO, MAS PELA CERTEZA DA ENTREGA...


Não sinto dor por desconfiar um pouquinho...
A dor é, justamente, por confiar “inteirinho”...
A dor não é por medo da traição, mas pela certeza da entrega.
Mas, na verdade, a dor de hoje foi pela menina que nunca cresceu.
Neste mundo não há espaço para uma “eterna menina”.
Ela não cabe aqui...

Talvez, seja grande demais, ou pequena demais, eu não sei...
Nada sei além do que sinto.
E o que sinto é tão criança, que crescer já não me é esperança.
Não consigo ver o mundo com os olhos dos adultos.
Não consigo achar “normal” alguém que queira me conhecer, para uma “mentira viver”.
Fiquei profundamente triste com isso...
Porém, mais triste fiquei com a declaração de que “confiar estaria desvinculado do afeto”.
Não posso entender isto... Não posso aceitar!
Penso que amar, (qualquer tipo de amor), tem como base a confiança.

Se não confiamos, não amamos.
Se amamos, confiamos.

Isto para mim, é fato. Sou radical, sim, sou...

E hoje, a minha dor é maior do que eu possa expressar.
Como os adultos, eu não sei amar.
Como as crianças, eu sei confiar.
Mas, como eterna menina, eu não gostaria de ficar.
Pois, para mim, neste mundo, não há lugar.
Não há lugar...

E o meu coração clama agora: “Abraça-me amor... Abraça-me forte contra o seu peito e mexe nos meus cabelos, como você fazia...”.
O MEU LUGAR É NOS BRAÇOS DO MEU AMOR...

Deus! Ó Deus! Faz o meu Jose ouvir o meu clamor e não deixe que a menina envelheça ou morra no abismo da dor... Não deixe SENHOR!

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